Molho Bechamel

Ingredientes

1 xícara de leite
½ colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
noz-moscada

Molho Roti

Ingredientes

2kg de costela bovina com osso
100g de farinha de trigo
150g de manteiga
2 litros de água
1 cebola grande cortada em pedaços
1 cenoura grande cortada em palitos
4 talos de salsão

Chiquititas Vana

Chiquititas Vana

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens Paula e Anita

Chiquititas personagens Paula e Anita

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas personagens

Chiquititas Susto

Chiquititas Susto

Chiquititas Paula

Chiquititas Paula

Chiquititas Minorca

Chiquititas Minorca

Chiquititas Mateus

Chiquititas Mateus

Chiquititas Marcel

Chiquititas Marcel

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Madalena

Chiquititas Lucas

Chiquititas Lucas

Chiquititas Lucas

Chiquititas Lucas

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Barra de aveia e maçã

Ingredientes

¾ xícaras (chá) de açúcar mascavo
2 xícaras (chá) de farinha integral
1 (chá) de aveia em flocos
¼ xícaras (chá) de uva-passa
1 colh. (chá) de canela em pó
1colh. (chá) de sal
Margarina e farinha para untar
250 gramas de margarina
700 gramas de maçã
Suco de ½ limão

Strogonoff de tofu e seitan

Ingredientes

400g de seitan picado
400g de tofu triturado
150g de cogumelos
1 colher de chá de gengibre ralado
100g de cenouras picadas
150g de tomates frescos
1 cebola
alho francês q.b
azeite q.b
sal q.b
1 pacote de natas de soja

Guisado de soja

Ingredientes

cubos de soja (previamente demolhados e hidratados)
1 lata de vegetais
brócolos frescos
molho de soja
molho para esparguete

Jardineira com tâmaras e limão

Ingredientes

1 cenoura ralada
2 tomates
8 tâmaras secas sem caroço
500g de macarrão
500g de feijão branco (cozido previamente)
casca de 1 limão
1 copo de óleo de amendoim ou azeite
sal marinho integral q.b

Molho Roti

Ingredientes

2kg de costela bovina com osso
100g de farinha de trigo
150g de manteiga
2 litros de água
1 cebola grande cortada em pedaços
1 cenoura grande cortada em palitos
4 talos de salsão

Salteado de legumes

Ingredientes

2 alhos franceses
1 courgette
2 cenouras
gengibre fresco q.b
1 pimento vermelho e amarelo
azeite q.b
molho de soja q.b

Receita- Pudim de Banana

Ingredientes

1 lata de leite condensado
2 latas de leite
1 colher (sopa) de margarina
3 ovos
6 bananas grandes bem maduras
1 chávena (chá) de farinha de rosca
1 pitada de canela em pó

Receitas- Bolo de côco encharcado

Ingredientes

3 ovos
2 chá. de acucar
1/2 chá de leite de coco
1/2 chá de leite
2 colheres de sopa de manteiga derretida
2 chá de farinha de trigo
1 colher de fermento

Cobertura:
1 chá. de coco ralado
1/2 de acucar
1/2 chá. de agua

Receitas- Bacalhau Assado com Passas e Pinhões

Ingredientes

4 postas bacalhau demolhado
1 kg batatas
1 dl azeite e 30 g de banha
2 cebolas
3 gemas de ovo.
30 g de pinhões
60 g uvas passas
20 g farinha
4 dl leite
sal, pimenta e noz moscada q.b.
pão ralado, salsa e sumo de limão q.b.

Receita- Bacalhau de Natal

Ingredientes

3 postas bacalhau demolhado
6 batatas
2 couves portuguesas
3 cebolas
6 dentes de alho
3 ovo
2.5 dl azeite
1 col. sopa vinagre
1 col. sobremesa mostarda
sal e pimenta e azeitonas q.b

Chiquititas Lua e Susto

Chiquititas Lua e Susto

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Poema Rosa

Poema Rosa

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Chiquititas Lua

Chiquititas Madalena e Lucas

Chiquititas Madalena e Lucas

Chiquititas Lili e Lucas

Chiquititas Lili e Lucas

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Lili

Chiquititas Laidinha

Chiquititas Laidinha

Chiquititas Julia e Pierre

Chiquititas Julia e Pierre

Chiquititas Julia

Chiquititas Julia

Chiquititas Julia

Chiquititas Julia

Chiquititas Guta e Zeca

Chiquititas Guta e Zeca

Chiquititas Guta e Zeca

Chiquititas Guta e Zeca

Chiquititas Guta e Zeca

Chiquititas Guta e Zeca

Chiquititas Guta

Chiquititas Guta

Chiquititas Guta

Chiquititas Guta

Chiquititas Anita

Chiquititas Anita

Chiquititas Anita

Chiquititas Anita

Chiquititas Anita

Chiquititas Anita

Marta Peneda

Marta Peneda

Marta Peneda

Marta Peneda

Marta

Marta

Marta

Marta

Chiquititas Alice

Chiquititas Alice

Chiquititas Alice

Chiquititas Alice

Chiquititas Alice

Chiquititas Alice

Britny Spears

Britny Spears

Britny spears

Britny spears

Riku e Risa

Riku e Risa

Riku e Risa Harada

Riku e Risa Harada

Bleach

Bleach

Risa Harada

Risa Harada

Risa Harada

Risa Harada

Riku

Riku

Riku

Riku

Riku

Riku

Bleach Orlhine

Bleach Orlhine

Misa misa

Misa misa

Misa misa

Misa misa

Misa misa

Misa misa

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy e Kouta

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Lucy

Kirari

Kirari

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome e Sango

Kagome e Sango

Kagome

Kagome

Kagome e Kikyo

Kagome e Kikyo

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Kagome

Bakugan Julie

Bakugan Julie

Bakugan Shun

Bakugan Shun

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

D. Catarina

Catarina de Bragança

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Nota: Se procura a pretendente ao trono português em 1580, consulte Catarina de Portugal, Duquesa de Bragança.
Pintura de Catarina Henriqueta de Bragança

D. Catarina Henriqueta de Bragança (Vila Viçosa, 25 de novembro de 1638 — Lisboa, 31 de Dezembro de 1705) foi princesa de Portugal e rainha consorte de Inglaterra e Escócia por seu casamento com o rei Carlos II da casa de Stuart.

Filha do Rei D. João IV de Portugal e da sua mulher a Rainha D. Luísa de Gusmão. Depois da morte da irmã mais velha, a Princesa D. Joana, assumiu o título de Princesa da Beira. Seus irmãos foram os monarcas D. Afonso VI e D. Pedro II de Portugal.
Índice
[esconder]

* 1 Projectos de casamento
* 2 O casamento inglês
* 3 Apreciação
* 4 Viuvez e retorno a Portugal
* 5 Bibliografia

[editar] Projectos de casamento

Dois anos depois de aclamado, D. João IV, querendo fortificar e robustecer a soberania e a independência, procurava alianças: um dos meios era casar os filhos com príncipes e princesas estrangeiros. Catarina nem tinha oito anos e já se tratava de a casar com D. João d'Áustria, bastardo de Filipe IV de Espanha; houve idéias de a casar com o duque de Beaufort, neto de Henrique IV de França por bastardia. As negociações ficaram sem resultado. Pensou-se no casamento com Luís XIV, laço habilmente preparado pelo cardeal Mazarino para conseguir, via Portugal, obrigar a Espanha a fazer a paz com a França.
Realeza Portuguesa
Casa de Bragança
Descendência
Casa de Bragança.png
João IV[Expandir]

Filhos
Teodósio, Príncipe do Brasil
Joana, Princesa da Beira
Infanta Catarina, Rainha de Inglaterra
Afonso, Príncipe do Brasil (futuro Afonso VI)
Infante Pedro, Duque de Beja (futuro Pedro II)
Afonso VI[Esconder]
Pedro II[Expandir]

Filhos
Isabel Luísa, Princesa da Beira
João, Príncipe do Brasil (futuro João V)
Infante Francisco, Duque de Beja
Infante António
Infante Manuel, Conde d'Ourém
Infanta Francisca
Luísa, Duquesa do Cadaval
José, Arcebispo de Braga
João V[Expandir]

Filhos
Infanta Bárbara, Rainha de Espanha
José, Príncipe do Brasil e Duque de Bragança (futuro José I)
Pedro, Príncipe do Brasil e Duque de Bragança (futuro Pedro III)
José I[Expandir]

Filhos
Maria Francisca, Princesa do Brasil (futura Maria I)
Infanta Mariana Francisca
Infanta Doroteia
Benedita, Princesa do Brasil
Maria I e Pedro III[Expandir]

Filhos
José, Príncipe do Brasil
João, Príncipe Real e Duque de Bragança (futuro João VI)
Infanta Mariana Vitória
João VI[Expandir]

Filhos
Maria Teresa, Princesa da Beira
Infanta Maria Isabel, Rainha de Espanha
Infante Pedro, Príncipe Real e Duque de Bragança (futuro Pedro I do Brasil e IV de Portugal)
Infanta Maria Francisca
Infanta Isabel Maria
Infante Miguel, Duque de Bragança (futuro Miguel I)
Infanta Maria da Assunção
Infanta Ana de Jesus Maria, Marquesa de Loulé
Pedro IV (I do Brasil)[Expandir]

Filhos
Infanta Maria da Glória, Duquesa do Porto (futura Maria II)
Januária, Princesa Imperial do Brasil
Francisca, Princesa de Joinville
Pedro, Príncipe Imperial do Brasil (futuro Pedro II do Brasil)
Miguel I[Expandir]

Filhos
Infanta Maria das Neves, Duquesa de São Jaime
Miguel II de Bragança
Infanta Maria, Arquiduquesa de Áustria
Infanta Maria José, Duquesa na Bavaria
Infanta Adelgundes, Duquesa de Guimarães, Condessa de Bardi
Infanta Maria Ana, Grã-Duquesa do Luxemburgo
Infanta Maria Antónia, Duquesa de Parma
Netos
Duarte Nuno de Bragança
Bisnetos
Duarte Pio de Bragança
Miguel Rafael de Bragança
Henrique Nuno de Bragança
Trinetos
Afonso de Bragança
Maria Francisca de Bragança
Dinis de Bragança
Maria II e Fernando II[Expandir]

Filhos
Pedro, Duque de Bragança (futuro Pedro V)
Infante Luís, Duque do Porto (futuro Luís I)
Infante João, Duque de Beja
Infanta Maria Ana, Princesa da Saxónia
Infanta Antónia, Princesa de Hohenzollern-Sigmaringen
Infante Augusto, Duque de Coimbra
Pedro V[Esconder]
Luís I[Expandir]

Filhos
Carlos, Príncipe Real e Duque de Bragança (futuro Carlos I)
Infante Afonso, Duque do Porto
Carlos I[Expandir]
Filhos
Luís Filipe, Príncipe Real e Duque de Bragança
Infante Manuel, Duque de Beja (futuro Manuel II)
Manuel II[Esconder]

Em vida de D. João IV se trataram destas negociações com actividade, chegando a vir a Lisboa o embaixador francês conde de Cominges. Mazarino, servindo-se do engodo da promessa deste casamento, trouxe Portugal iludido, abandonando-o depois, assinando a paz com a Espanha e o contrato do casamento do rei com a infanta espanhola D. Maria Teresa de Áustria. Em 1661, sendo regente a rainha D. Luísa de Gusmão na menoridade de D. Afonso VI de Portugal, tratou-se novamente do casamento da infanta D. Catarina, sendo escolhido Carlos II da Inglaterra.
[editar] O casamento inglês

Em 18 de agosto de 1661 a Rainha declarou em cortes o contrato nupcial, aprovado pelo Conselho de Estado. Seguiu-se um contrato de paz, com artigos muito curiosos, publicado no Gabinete historico, de Frei Cláudio da Conceição, tomo V, pág. 125. Eram entregues à Inglaterra a cidade e a fortaleza de Tânger com tudo quanto lhe pertencesse e a ilha de Bombaim na Índia Oriental, com todas as suas pertenças e senhorios, para ficarem daquele porto mais prontas as suas armadas para socorro das praças do Portugal na Índia.

O contrato foi assinado por el-rei com todas as cerimónias legais da Inglaterra a 23 de junho de 1661, e pelo embaixador Conde da Ponte e Marquês de Sande, Francisco de Melo e Torres, que regressou a Portugal, onde foi recebido com muita satisfação pela regente, e com muito desgosto da parte do povo, pela entrega de Tânger e Bombaim.

Em 28 de abril de 1662 recebeu-se em Lisboa a notícia da realização do contrato, e pouco depois chegou a armada inglesa, que devia conduzir a seu bordo a nova rainha. O general comandante era Eduardo de Montaigne, Conde de Sandwich, revestido com o caráter de embaixador extraordinário. Ela partiu acompanhada do Marquês de Sande, do Conde de Pontével, Nuno da Cunha, Francisco Correia da Silva, e pessoas da corte. Antes de embarcar todos se dirigiram à Sé, onde se celebrou missa solene e Te-­Deum. Houve salvas da artilharia, repiques de sinos, pomposos ornatos nas ruas por onde passava o cortejo, o som das trombetas, charamela e outros instrumentos, tudo contribuía pare abrilhantar a festa dos desposórios reais. Finalmente, a nova rainha entrou no bergantim real, adornado com magnificência, e navegou para bordo da nau capitania Grão-Carlos. Acompanharam as damas D. Elvira de Vilhena, condessa de Pontével, e D. Maria de Portugal, condessa de Penalva.

A armada chegou a Portsmouth a 14 de maio de 1662 e ali a esperava o duque de York, irmão de Carlos II, futuro Jaime II. A rainha, sentindo-se um pouco indisposta, conservou-se alguns dias na cidade. Depois da sua chegada, ela casou em duas cerimónias - uma Católica, em segredo, e uma Anglicana, em público, - no dia 21 de maio. No Gabinete histórico, já citado, à pág. 160, vem a descrição do real consórcio, mas parece ter havido engano nas datas, pois a cerimónia se realizou a 22, segundo artigo publicado no Daily News que o Diário de Notícias transcreveu. Nele se diz que na última viagem a Inglaterra o Rei Dom Carlos mostrou desejos de ver os registos da igreja de São Tomás, de Portsmouth, onde está o assentamento do enlace — na igreja de Domus Dei, local onde hoje está a Garrison Church. Houve alteração no programa da viagem, e el-rei teve de partir para Londres antes do dia destinado à sua visita na paróquia de S. Tomás. O vigário e os outros funcionários da igreja resolveram então mandar fotografar o assentamento e enviar-lho. Devido, porém, à antiguidade do pergaminho a ao desmaiado da escrita, não foi possível obter-se boa fotografia do documento original mas duma excelente copia da certidão, feita em 1880, e pertencente ao museu de Portsmouth, foi tirada fiel reprodução. As duas fotografias, do assentamento original e da cópia, foram encerradas numa pasta de couro vermelho e enviadas para Londres ao rei Dom Carlos. A certidão reza: «0 nosso augusto Soberano Lorde Carlos II, pela Graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, Defensor da Fé e a Ilustríssima Princesa D. Catarina, Infanta de Portugal, filha do falecido D. João IV, e irmã de D. Afonso, presente rei de Portugal, foram casados em Portsmouth na quinta feira, vigésimo segundo dia de Maio, do ano do N. Sr de 1662, 14º do reinado de SM, pelo R. R. F. in G. Gilbert, Bispo Lorde de Londres, Deão da Real Capela de Sua Majestade na presença de grande parte da nobreza dos domínios de Sua Majestade e da de Portugal.»

A 30 de Setembro do citado ano de 1662 entraram os esposos em Londres, e desembarcaram numa ponte que se organizara junto do paço, onde os esperavam a rainha-mãe, e toda a corte e nobreza da Grã‑Bretanha. Houve esplêndidas festas e vistosas iluminações.

O casamento havia sido negociado em Londres por D. Francisco de Melo. Em ambiente hostil, manteve a sua fé e conseguiu que o seu marido abjurasse do anglicanismo numa cerimónia particular. Viria a ser a última rainha-consorte católica romana em Inglaterra.
[editar] Apreciação

D. Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Sem posteridade, deixou pelo menos à Inglaterra a geléia de laranja, o hábito de beber chá, além de lá ter introduzido o uso dos talheres e do tabaco... A sua responsabilidade pela introdução do chá é disputada já que já no ano de 1657, Thomas Garraway o vendia na sua loja de café em Londres na Exchange Alley. Isto aconteceu num período em que a East India Company o estava a vender abaixo dos preços dos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, epilepsia, pedra, letargia, enxaquecas, parálise e vertigem.

Em Londres, estavam reservados grandes desgostos à rainha porque D. Catarina reconheceu em seu marido carácter muito diferente do que lhe afirmaram. Julgava-o um homem sério e virtuoso, mas era, ao contrário, libidinoso. Em solteiro se entregara sempre a uma vida de libertinagem dissoluta, continuou da mesma forma, casado, sem se coibir, dando nenhuma importância à mulher, chegando ao ponto de nomear para dama da rainha sua amante, miss Palmer, que depois elevou a Duquesa de Cleveland. O procedimento deu origem a graves discórdias, de que resultou o Rei nunca mais procurar sua mulher nem sequer a cumprimentar quando se encontravam. D. Catarina, fazendo esforço, pretendeu ainda chamá-lo a si, tratando benevolamente a favorita, mas nem assim lhe mereceu consideração. Na Biblioteca da Ajuda nas colecções dos manuscritos, há sua correspondência da com seu irmão D. Afonso VI de Portugal e sua mãe Luísa de Gusmão.

Seu dote trouxe a cidade de Bombaim e de Tânger para o domínio britânico, pois Portugal, em busca de apoios contra Filipe IV de Espanha na Guerra da Restauração, a isso se comprometera pelo tratado de paz e aliança assinado em 3 de junho de 1661: obrigava-se o país a pagar dois milhões de cruzados pelo dote da infanta, e transferia para a Inglaterra a posse de Tânger, e do porto e ilha de Bombaim. Além disso, os mercadores ingleses podiam habitar quaisquer praças do reino e gozavam de idênticos privilégios no Rio de Janeiro, na Bahia e em Pernambuco. No caso de os Portugueses recuperarem dos Holandeses a ilha do Ceilão, obrigavam-se a repartir com os Ingleses o trato da canela. Todavia, sua popularidade nos Estados Unidos da América era bastante elevada. Acarinhada pela população local, em sua homenagem foi dado o nome de Queens a um dos cinco bairros da cidade de Nova York.

Catarina nunca deu à luz um herdeiro, apesar de ter estado grávida por várias vezes, a última das quais em 1669. Sua posição era dificil, já que Carlos continuava a ter filhos de suas amantes, mas insistia em que ela fosse tratada com respeito e recusou divorciar-se. Chegou mesmo a ser acusada de maquinar a morte do marido por sugestão do pontífice e outros príncipes católicos. Como seu irmão, já Regente e depois Pedro II de Portugal, mandou como embaixador extraordinário Henrique de Sousa Tavares, marquês de Arronches, fez com que fossem castigados os acusadores, o Rei tornou a ter amor e carinho por ela e morreu, ao que se diz, como verdadeiro católico.
[editar] Viuvez e retorno a Portugal

Enviuvando em 16 de fevereiro de 1685, Catarina permaneceu em Inglaterra durante o reinado do cunhado Jaime II e regressou a Portugal no reinado conjunto de Guilherme III e Maria II, depois da Revolução Gloriosa, instalando-se no Palácio da Bemposta.

Embarcou para Lisboa em 29 de março de 1692 e percorreu França e Espanha, entrando pela província da Beira. Entrou em Lisboa em 20 de janeiro de 1693, recebida entre aclamações do povo, indo D. Pedro II esperá-la ao Lumiar, e conduzi-la ao palácio de Alcântara. Mudou a residência para o palácio do conde de Redondo, a Santa Marta; mais tarde ainda foi morar para o palácio dos conde de Soure à Penha de França, e fixou definitiva residência em Belém, no palácio do conde de Aveiras, hoje, paço Real de Belém, pela compra que dele fez D. João V aos fidalgos. Como desejava ter casa sua, resolveu-se a construí-la. O Campo da Bemposta era pouco povoado, tinha terrenos espaçosos, ar saudável e grandes pontos de vista. Os terrenos para o palácio e para a quinta foram comprados a diversos proprietários. No paço recebeu a rainha viúva a visita de D. Carlos, Duque de Áustria, em 1701. Ali tratava todos os negócios do Estado nas duas vezes em que foi regente do reino; a primeira quando em maio de 1704 D. Pedro II partiu para a Beira, à frente do exército, com o arquiduque de Áustria e das tropas aliadas, para dar começo à guerra da sucessão de Espanha. A segunda, algumas semanas em 1705, por motivo de el-rei ter adoecido gravemente. Legou todos os bens ao Rei seu irmão. Na Historia Geneologica, tomo IV, encontram-se quatro medalhas dedicadas a D. Catarina, reproduzidas na Memoria de Lopes Fernandes.

Morreu em Lisboa em 31 de dezembro de 1705 no palácio do Campo Real ou Bemposta. Enterrada no Real convento de Belém ou Igreja dos Jerónimos, o seu corpo foi depois transladado para o panteão dos Braganças em São Vicente de Fora.

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